... É gente activa, é família unida, por uma aldeia, por uma paixão, e para toda a vida . Unida por um passado que se vive presente, e por uma tradição que tanto encanta e se sente. Neste blog se honra a história da família Valente, e de todos os que amam a sua terra-mãe: Santana de Cambas. Aqui ficam para sempre as imagens e estórias tornadas História, para que sejam revisitadas em sorrisos e lágrimas, de amor e de saudade.

Terça-feira, 13 de Março de 2012

VIII Encontro de Família 19 Maio 2012: Programa

Olá família!

Aqui está o programa para o nosso grande dia!
Espero que gostem do que estamos a preparar para este ano.

(clique para ampliar)


Em breve teremos mais novidades!
Não se esqueça de confirmar desde já a sua presença.

Saudações,
A Geração Valente

Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012

Árvore Genealógica da Família Valente (actualização)

Olá família,

Com quase um ano de atraso, segue agora a nossa árvore genealógica actualizada.
Agradecemos o contributo que todos têm feito, sobretudo ao longo dos últimos encontros de família que têm sido realizados. Com o vosso contributo, já conseguimos "construir" uma árvore genealógica com 315 pessoas, ao londo de 6 gerações. Muito caminho ainda falta por percorrer, mas este já é sem dúvida um legado que preservará a nossa história e passado enquanto família Valente.
Pedimos desde já desculpa pelos erros ou omissões deste documento. Pedimos também, e uma vez mais, que nos contactem para dar o vosso sempre útil contributo. E no próximo encontro de família lá estaremos para continuar esta grande odisseia :)
Foi muito o trabalho, mas muito maior é o orgulho dos passos que já percorremos.
Viva a família Valente!


Até breve,
Saudações,
A Geração Valente

Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

1ª Mostra de Poesia da Família Valente

Olá de novo, querida família!
Pois este ano decidimos ser ainda mais originais, e lancar-vos este desafio. Porque a família Valente sempre foi uma família de artistas: na música em particular destaque, mas também na escrita sabemos que temos entre nós grandes e Valentes poetas.
Peguem pois na caneta ou no teclado, e dêem largas ao que vos vai na alma. Apadrinhem esta ideia! 




Para mais informações, contactem-nos através do nosso e-mail geracaovalente@gmail.com.

Saudações,
A Geração Valente

VIII Encontro da Família Valente e Amigos.

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

E o próximo encontro de família será...

... no dia 19 de Maio de 2012!

Conforme manifestado pela maioria (83% do votos):


Também o local já está confirmado: mais uma vez a Casa do Povo de Santana de Cambas nos cederá gentilmente o grémio para o nosso convívio. Posto isto, vamos lá colocar este dia nas vossas agendas. Começa agora a contagem decrescente!

Saudações,
A Geração Valente.

Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011

Estás aqui para ser Feliz (Um Bom Natal para todos!)

No fundo é esta a mensagem que mais importa (e ainda mais porque é uma história real):





Um Santo Natal para toda a família!

Saudações,
A Geração Valente.

Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011

'Portugal a Pé' passou por Santana de Cambas


NDA: A imagem da Nossa Senhora dos Caminhos, à entrada de Santana de Cambas. Esta terra já é um pedaço de civilização a alguns quilómetros das minas. Comi lá duas sandes de fiambre num café onde as mulheres assistiam ao programa da Fátima Lopes.

O jornalista Nuno Ferreira atravessou Portugal a pé, entre Fevereiro de 2008 e Novembro de 2010. Ao longo deste período, percorreu tudo o que havia para andar, desde bermas de estrada, percursos pedestres, leitos secos de rios, caminhos em terra batida, linhas de caminho de ferro abandonados, etc, para cumprir o objectivo deste projecto: reencontrar o país profundo, conhecendo e vivendo as tradições do Interior. A partir de dia 21 de Novembro 2011, já pode encontrar o seu relato nas livrarias, com o livro «Portugal a Pé», publicado pela Vertimag.



Saudações,
A Geração Valente

Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011

Onde ficar (em Santana)

Certo é que em Santana há muitos Valentes e por isso há sempre um cantinho onde ficar, mas fica  a (óptima) sugestão: A Casa Conduto (Turismo Rural).


Reservas e mais detalhes : http://www.homelidays.pt/mertola/casa-de-turismo-rural-344866pt1.htm

Saudações,
A Geração Valente

Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011

Recordando o Vitoriano


in Diário do Alentejo,
Edição nº 1530 de 22 de Agosto de 2011

Quinta-feira, 11 de Agosto de 2011

Quero ser livre e voar

Faz parte da banda sonora da telenovela "Deixa que te leve".
A intérprete é Natércia Martins. Uma Valente. E um Valente reconhece-se sempre pela sua voz. Bem, e aqui neste caso também pela sua beleza.



Parabéns prima pelo sucesso!
Lembramo-nos da tua presença no nosso 1º encontro de família. Já lá vão uns aninhos. Quem sabe se não nos brindas com a tua presença no próximo encontro?
Até já!

Saudações,
A Geração Valente

Quinta-feira, 14 de Julho de 2011

Segunda-feira, 11 de Julho de 2011

VII Encontro de Família: Fotos

Olá Família!
Desculpem esta demora, mas o tempo tem sido curto ultimamente.
Aqui estão finalmente as fotos que faltavam do nosso último encontro de família.




E estão quase aí as festas da nossa aldeia! Não esquecer, de 29 a 31 de Julho. Apareçam por lá!

Até já,
A Geração Valente

Quinta-feira, 5 de Maio de 2011

VII Encontro da Família Valente - Pedipaper

Olá de novo, grande família Valente!
Pela primeira vez no nosso encontro tivémos uma prova de pedipaper pela aldeia. A pedido de muitas famílias, e como não nos foi possível apresentar nesse dia a correcção da prova, aqui a têm para esclarecimento de algumas dúvidas.
Parabéns renovados à equipa "Os Mineiros" que venceu o pedipaper, e a todas as outras equipas pela boa disposição e desportivismo com que participaram neste grande evento.

(clique para ampliar)

E dado o sucesso, para o ano há mais!
Saudações,
A Geração Valente

Terça-feira, 3 de Maio de 2011

VII Encontro da Família Valente - Filme

Olá de novo!
Para os presentes, mas sobretudo para os ausentes, segue o pequeno filme sobre a família, apresentado no nosso último encontro. Para recordar.




Até breve!
A Geração Valente.

Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

VII Encontro da Família Valente - Mensagem

Olá a todos!

Mais uma vez, foi um prazer muito grande ajudar a proporcionar aquele que foi mais um encontro da família Valente.
Espero que tenham gostado deste dia, e fazemos votos para que para o ano seja ainda melhor.
Aos poucos vamos deixando aqui neste blog algumas fotos e outras recordações deste dia. Estejam atentos.

Desde já aqui transcrevemos a mensagem de boas vindas lida nesse mesmo dia para todos os presentes:

Querida família Valente,
Queridos amigos da família Valente,

Mais um ano que agora passa, e de novo a família aqui reunida, neste dia de chuva, nesta linda e tão nossa aldeia de Santana de Cambas.
Quantas famílias neste mundo poderão ter a sorte de se encontrar assim uma vez por ano, tal como nós aqui hoje, com esta alegria e boa disposição? Quantas pessoas possuirão esta vontade acesa e persistente de percorrer dezenas, centenas, milhares de quilómetros, cruzando fronteiras, fazendo sacrifícios, apenas para estar em família e partilhar a alegria deste dia?
Viemos dos Estados Unidos, Moçambique, Suíça, França, Vila do Conde, Porto, Lisboa, Almada, Pinhal Novo, Elvas, Viana do Alentejo, Beja, Serpa, Faro… de muitos recantos deste mundo, ou aqui mesmo da aldeia, para nos reunirmos aqui todos, neste pequeno lugar do mapa, tão pequeno mas tão grande na vontade de nos receber. Penso pois que o nosso nome diz tudo: somos a grande família Valente!
Este é um encontro de reencontros, de matar saudades, de renovar os abraços e de partilhar alegrias, mas também é um encontro feito de novos encontros. É por isso muito gratificante poder ver hoje aqui alguns primos Valentes pela primeira vez neste convívio familiar. Obrigado a eles!
Mas mais um ano que agora passa e muita coisa se passou desde o nosso último encontro e que gostaria agora de relembrar: em assuntos de família, este foi o ano do Facebook. Criticado por muitos, louvado por outros, a verdade é que graças a ele podemos estar um pouco mais juntos, reencontrar familiares e amigos que fomos perdendo com o tempo e com as mudanças da vida. Graças ao facebook foi também possível organizar e promover este encontro de família de uma forma muito mais cómoda e facilitada para todos. E estamos agora bem mais perto uns dos outros também nos restantes dias do ano.
Ainda no que respeita a acontecimentos neste ano, relembro o episódio dos mineiros chilenos que ficaram encurralados por longas semanas a muitos metros de profundidade. Através da televisão, todos vivemos um pouco da angústia e ansiedade daquelas famílias, todos nos enchemos de esperança e nos emocionámos com o reencontro dos mineiros com os seus familiares.
Relembro também as notícias quase diárias de idosos encontrados sós, sem vida e abandonados em suas casas. Pergunto-me como é possível nos dias de hoje uma pessoa ser encontrada em sua casa passados 9 longos anos da sua morte. Onde estava a sua família? Os estavam seus amigos?
São episódios como estes e muitos outros que acontecem connosco e à nossa volta dia após dia que nos fazem reconhecer o quão importante é ter uma família, e que óptimo é sentir que temos sempre alguém que nos conforte e ampare. Apesar de vermos partir desta vida aqueles que nos são mais queridos, e muitas vezes de forma tão trágica e inesperada, é muito bom ter sempre alguém que nos conheça, nos sorria e nos faça sentir que não estamos nem nunca estaremos sós neste mundo. Temos a nossa família. E quem melhor sabe de nós?
Há coisas entretanto que não mudaram mesmo desde o nosso último encontro. Continua-se a falar na crise, que está agora generalizada: temos a crise política, a crise económica, a crise social, enfim, temos a crise bem instalada nas nossas casas e nos nossos bolsos. Temos agora cá o FMI, mas como ouvi dizer há umas semanas atrás: eles que venham que o Benfica dá-lhes 15 a zero.
Bem, mas têm sido de facto tempos bem difíceis e ninguém sabe o que mais virá. Aumenta o receio pelo nosso futuro, mas sobretudo diminui a fé pelo futuro dos nossos filhos e desta sociedade onde todos vivemos hoje. As coisas estão a mudar à nossa volta, e por isso é tempo de mudar também, e de reflectir. É tempo de ajustar as nossas prioridades e de nos focarmos naquilo que é essencial na nossa vida: ser feliz em cada dia que passa.
E este fim-de-semana serão dois dias inteiramente dedicados a essa felicidade que é a família: temos hoje o nosso encontro de família, e amanhã o dia de todas as mães e dia do trabalhador também. Vamos pois aproveitar o máximo deste fim-de-semana para nos divertirmos, celebrarmos a vida e partilharmos em família toda a nossa felicidade e fraternidade.
Muito obrigado a todos vós aqui presentes, sobretudo aos que aqui se encontram pela primeira vez. Obrigado por podermos contar com vocês. Aos que apesar da vontade não puderam estar aqui hoje, eles que saibam que estão connosco de qualquer das formas, e que Deus queira que para o ano as coisas melhorem e possam juntar-se a nós neste mesmo dia. Aos teimosamente ausentes, apenas um recado: perdoar e esquecer as amarguras do passado são virtudes que infelizmente não estão ao alcance de todos. Nós perdoamos mais uma vez a sua ausência - afinal somos família - mas queira Deus que um dia eles possam crescer no pensamento e estar aqui presentes em encontros futuros.
Somos muitos, mas muitos mais são aqueles que hoje aqui recordamos e que, no fundo, também estão connosco em pensamento. Termino com as palavras de um também alentejano José Luis Peixoto, que em muito retratam o verdadeiro sentido deste dia e de estarmos aqui hoje presentes:

na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs e eu,
depois, a minha irmã mais velha casou-se.
depois, a minha irmã mais nova casou-se.
depois, o meu pai morreu.
hoje, na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está na casa dela,
menos a minha irmã mais nova que está na casa dela,
menos o meu pai, menos a minha mãe viúva.
cada um deles é um lugar vazio nesta mesa onde como sozinho.
mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos sempre cinco.

É realmente um enorme prazer e muita, muita, emoção ajudar a que mais uma vez este encontro se proporcionasse. Que passem um óptimo dia, é o nosso desejo, e viva a família Valente!

 

Sexta-feira, 15 de Abril de 2011

Quarta-feira, 30 de Março de 2011

Eu sou de Santana




(...)
Eu sou de Santana
Linda freguesia
Quando avisto a igreja
Só sinto alegria

Meu torrão natal,
Mãe da minha infância
Recorda-me os tempos
Quando era criança

Tua singeleza
Eu não vejo par
É p'ra ti Santana
Q'eu estou a cantar...
(...)

In memoriam Armando Valente

Devo ter ouvido estas cassetes um milhão de vezes. Sei de cor estes versos e mais alguns, e ainda hoje me lembro deles e do seu real e eterno sentido.
Família de poetas e de artistas, este é um dos mais puros retratos da família Valente.

E só já falta um mês para o nosso (re)encontro!
Saudações,
Pedro Martins (d'A Geração Valente)

Terça-feira, 15 de Março de 2011

VII Encontro de Família: Programa

Olá família,

Com algum atraso segue finalmente o programa previsto para o nosso encontro de família. Esperamos que seja do v/ agrado.
Para quem ainda não o fez, relembramos que a data limite para inscrições é já no próximo dia 31 de Março!
(clique para ampliar)

Saudações,
A Geração Valente


Quinta-feira, 10 de Março de 2011

Mais um festival


Vai já na sua 9ª edição.
Recomendamos!

Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

Vai tudo abaixo?



O edifício da Junta de Freguesia de Santana de Cambas (Mértola), construído em 2005 pelo anterior executivo CDU, corre "risco de ruir" devido a "erros de construção" e poderá ter que ser demolido, alerta a concelhia socialista.
Em declarações à agência Lusa, após o envio de um comunicado a denunciar o caso, o presidente da concelhia de Mértola do PS, Mário Martins, explicou que o edifício, devido a "erros básicos de construção", "tem várias anomalias, está instável e corre risco de ruir".
Abatimentos nos pavimentos e paredes interiores com fissuras e desligadas do pavimento, com fendas que "atingem os quatro centímetros", e dos tetos são as anomalias apontadas no auto da vistoria efetuada ao edifício pela Câmara de Mértola (PS) e a pedido da junta e ao qual a Lusa teve acesso.
De acordo com Mário Martins, devido à "gravidade da situação" e "por questões de segurança", o executivo da junta, liderado pelo PS, seguindo indicação da Câmara, pediu nova vistoria ao Laboratório de Engenharia Civil da Universidade de Évora.
José Rodrigues, antigo presidente da Junta de Freguesia de Santana de Cambas e actual vereador da Câmara de Mértola, eleito pela CDU, assegura que “a estrutura física exterior do edifício não cedeu”.
A polémica sobre o edifício da Junta de Freguesia de Santana de Cambas, no concelho de Mértola, cresce de tom com os socialistas a dizerem que aguardam que as instituições que tutelam as freguesias “o Tribunal de Contas e a Inspecção-Geral da Administração Local se pronunciem”, o antigo presidente afirma que “em vez da câmara e da Universidade, o LNEC é a única entidade com capacidade para se pronunciar sobre a robustez do edifício”.
Segundo o relatório do laboratório, consultado pela Lusa, a instabilidade do solo de fundação é "bastante grande" e "a solução do problema passa pela demolição do edifício".

Fonte: Radio Voz da Planície/Agência Lusa

Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011

Aeroporto de Beja: Sunvil Discovery já vende passagens


O operador turístico britânico Sunvil Discovery é a primeira empresa a promover o Aeroporto de Beja como destino.
Os voos charters que o operador se propõe realizar todos os domingos a partir de 22 de Maio e até 9 de Outubro, sairão do aeroporto londrino de Heathrow às 06:00 e a chegada ao Aeroporto de Beja está prevista para as 08:40. Os voos de Beja para Londres partem às 09:40 e a chegada Londres – Heathrow está prevista para as 12:30.
O preço de lançamento para este voo ida e volta será de 198 Libras, aproximadamente 230 Euros e 109 Libras (127 Euros) para uma viagem apenas de ida ou de volta.
Segundo Sunvil Discovery o Aeroporto de Beja deverá ser inaugurado em Abril deste ano e o operador oferece aos seus clientes a descoberta de uma “região diversificada e preservada”. No texto promocional do destino, o autor discorre sobre os encantos das aldeias caiadas de branco e as paisagens a perder de vista.
Em termos de referências de localidades a visitar, o destaque vai para Évora, como cidade Património Mundial, Monsaraz e Marvão, não sendo feita qualquer referência à cidade de Beja.
A gastronomia, com referência aos queijos, aos azeites e à doçaria conventual, e ainda às vinhas da região com a sua Rota dos Vinhos, são outros dos aliciantes para a visita. O texto recorda ainda que a região também possui um litoral Atlântico, com magnificas praias desertas e excelentes pratos de marisco em abundância.

Fonte: Radio Voz da Planície

PS - Também não fazem referência nenhuma à nossa freguesia...  É um ultraje! :)

Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

VII Encontro de Família


É favor colocar na agenda. E já se aceitam reservas!

Saudações,
Geração Valente

Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011

A vida do mineiro

Fábricas Fantasma: A vida do mineiro 


Nos últimos 100 anos, a indústria portuguesa ressentiu-se e transformou-se. Por todo o país há hoje ruínas do vigor industrial de outros tempos, autênticas "fábricas fantasma" que todos conhecem, mas que ninguém sabe ao certo quantas são. Viaje agora com a Renascença até à Mina de São Domingos, em Mértola, através das memórias de dois antigos trabalhadores.
Veja a reportagem aqui.

Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Ainda o Natal...

... pois o Natal é todos os dias:



Quero neste Natal enfeitar um pinheiro natalício,
Dentro do meu coração e nele pendurar
Em vez de presentes, bolas, luzinhas...
Os nomes de todos os amigos
Os antigos e os mais recentes,
Os de longe e os de perto
Os que vejo em cada dia
E os que raramente encontro...
Os sempre lembrados
E os que às vezes ficam esquecidos no pensamento
Mas não no coração,
Os das horas difíceis e os das horas alegres,
E os que sem querer magoei
Ou que sem querer me magoaram.

do diário de
Maria Teresa Valente Martins Nepomuceno

Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010

E um Próximo Ano de 2011!


E claro, que seja Próspero também! Mas desejamos mesmo é que o próximo ano seja um ano Próximo: que estejamos todos mais próximo entre nós, mais próximo de nós próprios, e mais próximo dos nossos sonhos e realizações.
Um bom ano a todos!

Saudações,
A Geração Valente

Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

Feliz Natal!

No meu baú de memórias encontrei ainda esta relíquia:



Aproveitamos para desejar a toda a família Valente um Santo e Feliz Natal!
A Geração Valente

Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

Só há estas... e são pra mim!

Sempre que se aproxima o Natal acabo por me recordar de algumas coisas do nosso imaginário infantil e que me ficaram na memória desde então. Este é um exemplo.



Acho que nesta altura ainda eu acreditava no Pai Natal (bem, eu nunca deixei de acreditar... só não acredito é que ele ainda ofereça bom-bokas de presente!)
Quem não se lembra disto?

Saudações,
Geração Valente

Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010

Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

A Geração tem novo look.

Agora que se aproxima o novo ano de 2011 a passos largos, resolvemos mudar já o look deste nosso blog.
Esperamos que gostem, e que contribuam também com as vossas ideias e sugestões. Já sabem que este blog não só é para todos, como também é de todos.
Beijinhos e abraços,
A Geração Valente.


Domingo, 31 de Outubro de 2010

O nosso Toi Carrasco...

Mértola: Ferido grave em atropelamento

Um homem, de 66 anos, ficou gravemente ferido esta manhã, depois de ser atropelado por um veículo ligeiro de mercadorias na Estrada Municipal 514 em Santana de Cambas, concelho de Mértola.
António Valente Carrasco, reformado e solteiro, fazia a sua caminhada matinal quando foi surpreendido por uma carrinha que o abalroou.
O condutor, de 29 anos e residente no lugar de Picoitos, não se apercebeu da presença do homem devido a uma lomba. “ Estamos a investigar as causas do acidente, ocorrido pouco depois das 08h00. O condutor foi identificado no local” disse ao CM fonte da GNR.
A vítima, que sofreu múltiplos traumatismos, foi transportada de helicóptero para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa. No local estiveram os bombeiros de Mértola, apoiados pela VMER de Beja e veículo do INEM, informou o CDOS de Beja.

Fonte: Correio da Manhã, 27 Outubro 2010

A família Valente no Facebook

Modernices... ou não, já temos uma página no Facebook. Para nos seguirem melhor e estarmos assim mais perto uns dos outros.
Clique aqui para aceder.

PS - Apesar disto, este blog continuará a ser a página principal da Geração Valente. Tudo o que é Valente passa por aqui 

Sexta-feira, 4 de Junho de 2010

Ainda o encontro de família

Para que seja do conhecimento de todos, informamos que como resultado do nosso encontro de família no passado dia 1 de Maio, para além da felicidade e emoções partilhadas entre nós, conseguimos reunir 150 euros de donativo, que foram entregues à Casa do Povo de Santana de Cambas em nome de toda a família Valente como agradecimento pela disponibilização do Grémio e para claro contributo à construção do lar para idosos de Santana de Cambas, uma iniciativa a cargo da própria Casa do Povo. Além disso, fizémos crescrer a lista de associados da Casa do Povo com mais 12 (Valentes) inscrições para sócio, entregues com o pagamento das respectivas quotas anuais de cada um destes novos associados.
Ao todo tiveram presentes no nosso encontro 97 pessoas. Não fossem os ausentes de última hora, que não apareceram nem justificaram a sua ausência depois de a terem confirmado, teríamos chegado quase ao número 110. Por alguma razão terá sido... Mas a verdade é que ficam a dever à família o valor do almoço que todos pagámos por eles. Talvez para o ano, quem sabe... talvez apareçam. Nós não deixaremos de os convidar. Família é família!
O próximo encontro de família será no próximo ano de 2011, a 30 de Abril (Sábado). A organização do evento será da responsabilidade dos seguintes ilustres: Cláudia Brália, Pedro Sequeira Valente e Pedro Martins.

Brevemente haverão mais novidades no nosso blog. Estejam atentos.
Saudações,
A Geração Valente.

Segunda-feira, 17 de Maio de 2010

Dia Internacional da Família


A muitos passou ao lado, mas todos os anos existe este dia de calendário dedicado à Família. Celebrou-se no passado dia 15 de Maio.
A verdade é que todos os dias devem ser dedicados à família, em gestos ou pensamentos, em dias inteiros ou por breve momentos, e não só aos que estão ao nosso lado mas também a todos os que já partiram. Porque também eles estão sempre presentes em cada momento das nossas vidas.
Recordo este poema de José Luís Peixoto, que julgo em muito representa o conceito de família e que, marcando esta data, aqui partilho convosco, com toda a nossa família Valente.


na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu, depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.

Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

São papoilas saltitantes!


Grande abraço de parabéns, pelo menos aos 64% da família Valente que também fazem parte da grande família benfiquista (percentagem de acordo com a sondagem que fizémos aqui no blog). Aos 30% de Sportiguistas, obrigado pelo apoio e fair play. Para o ano há mais. E viva o Benfica!!

Sexta-feira, 7 de Maio de 2010

E cá estão as fotos!

Como o prometido é devido, cá estão algumas das fotografias tiradas no nosso encontro de família.

VI Encontro Família Valente - Fotos (clicar para aceder)

Se tiverem algumas fotos também para partilhar, p.f. enviem-nas para o nosso e-mail. O mesmo serve para fotos antigas de família, que agradecemos que nos façam chegar, para irmos construindo aos poucos o nosso baú de recordações.

Bom fim de semana a todos!
A Geração Valente

Segunda-feira, 3 de Maio de 2010

Muito obrigado a todos!



Foi um prazer enorme poder contribuir positivamente para que este dia se proporcionasse. Assim que possível vamos deixando aqui testemunhos do nosso encontro de família. Partilho aqui, para já, a mensagem que acabo de receber da nossa querida prima Maria Júlia, que em muito me emocionou e enobreceu. Obrigado a vós todos. Obrigado.

"Olá amigos..
Grande festa foi a dos Valentes realizada no dia 1/5/2010 em Santana de Cambas.  Sim Senhor, foi talvez a maior de todas quantas se tem feito aqui. Óptimo serviço, atendimento perfeito, boa comida com abundância, enfim uma maravilha. No que se refere à parte humana essa então será inesquecível pois o ar que se respirava era de amor fraternal amizade sincera alegria e havia uma cumplicidade entre todos os presentes para que esse dia fosse transformado num dia feliz e que todos ficassem com uma feliz recordação. Nada foi esquecido e foram lembrados numa missa rezada na nossa igreja pela alma dos familiares que já partiram seguida de romagem ao cemitério com flores para todos. Tivemos Valentes do norte, Lisboa, América, Almada, alto Alentejo e até alguém que não pertencia a geração quis participar desta festa o que foi aceite com alegria por todos. Foi pena que todos os que faltaram assim o decidissem pois nao sabem o que perderam porque estes encontros há que aproveitá-los e vivê-los em toda a sua plenitude para dar sentido a família. Não posso nem quero esquecer a direcçao da casa do povo por nos ceder o espaço do grémio para este evento. Bem hajam. Quero também manifestar pessoalmente o meu reconhecimento e admiração ao Pedro Nepomuceno pelo seu trabalho e dedicação em prol desta festa e jovem lutador e um grande organizador. Conseguiu 12 sócios para a casa do povo. Obrigado Pedro és o maior. Doa a quem doer a nossa aldeia sempre brilhará. Para o ano há mais se Deus quiser. Até lá aquele abraço."

Maria Julia Carrasco Raposo

Saudações,
Até já,
Pedro


Mensagem de boas vindas

Segue abaixo a mensagem de boas vindas lida no início do VI Encontro da Família Valente, que decorreu este 01 de Maio de 2010.

"A família quer, a obra renasce. 
É esta a frase que melhor representa este dia e este nosso encontro da família Valente e amigos. 
Sete anos passaram desde o nosso primeiro convívio e eis que regressamos enfim à nossa aldeia, à nossa origem e a este “nosso” grémio (porque é muito nosso também) aqui em Santana de Cambas. E a palavra “nosso” é aqui repetida porque é o Nós que nos dá a força e a vontade para nos reunirmos sempre, ano após ano, fortalecendo assim as nossas raízes e a nossa amizade. E somos tantos este ano! 
No ano passado eu e os meus primos Ricardo e Luis, e meu “compadre” Armando disponibilizamo-nos com muita honra para ficar com esta nobre causa de organizar este encontro de família. E fizemo-lo com a consciência de não seria à partida uma tarefa fácil. Mas fizemo-lo porque acreditamos que é muito importante estarmos todos aqui neste dia. É muito importante estarmos juntos e podermos estar unidos na alegria e na saudade, compartilhando um pouco de cada um de nós e desde nosso mundo que é nossa própria família. Porque acreditamos também que é fundamental preservar com a nossa vida os valores da família, pois está nesta o berço e origem da nossa mais profunda identidade. E quem melhor sabe de nós? 
E porque sabemos que apesar de vivermos todos num só mundo, cada um de nós tem um mundo que é só nosso, e cada vez mais pequeno e isolado, cercado de muros que a vida e o tempo que passa vão erguendo à nossa volta. Porque pessoalmente, com a minha esposa, passámos juntos por duas das etapas mais marcantes de uma vida inteira – sofrer pela perda trágica de alguém que tanto amamos e celebrar meses depois o nascimento do nosso primeiro filho. É nestas precisas alturas que a vida nos ensina o quão importante é a nossa família. Poderá não ser tudo o que temos na vida, mas é sim tudo aquilo que somos. 
Por tudo isto é muito bom estarmos todos aqui neste dia. Mas acima de tudo há algo ainda mais verdadeiro: pois mais do que estarmos juntos é fazemo-lo Aqui, nesta “nossa” aldeia de Santana de Cambas, parte integrante da nossa história, da nossa família, das nossas origens e, porque não, dos nosso destinos também… para alguns. E estarmos hoje todos aqui reunidos em Santana dá outra cor, outra beleza, outra importância a este nosso convívio. Por isso eu digo que se me perguntarem se o encontro da família Valente poderia ser feito em outro lado qualquer, eu responderia: “- Poder até podia, mas não era a mesma coisa”. 
Neste ano ousámos pois ser originais. E reparem que original tem tudo a ver com a palavra Origem: Original pois criámos um espaço na internet que nos mantém mais ligados à família nos restantes 364 dias do ano. Original pois voltamos a celebrar este convívio, sete anos depois, aqui no grémio, na nossa aldeia de origem, dos nossos pais, dos nossos avós. Original pois temos programado um passeio pela aldeia lá para o final da tarde, com visita ao também original museu do contrabando. Original pois também temos fotografias a passar aqui, onde infelizmente não está toda a gente representada, mas para o final do dia também teremos as fotos deste nosso encontro. Original porque temos karaoke e convidamos desde já a quem quiser mostrar os seus dotes artísticos a vir cantar para todos nós. A família Valente é tida como uma família de artistas. Original porque temos um livro de honra para quem quiser deixar uma mensagem para as gerações vindouras. Original porque além disto caberão ainda outras surpresas para este dia e, embora não tão original mas mais importante ainda, temos uma árvore genealógica para vos apresentar mais daqui a pouco, para a qual agradecemos o vosso maior contributo, como sendo um legado que se irá transmitir depois de ano para ano, de geração em geração. 
Pois é com muita alegria que temos hoje aqui presentes estas quase 100 pessoas, familiares e amigos. Queríamos agradecer a todos os presentes, mas também endereçar uma palavra muito especial às minhas primas Ana Maria e Cláudia Brália pela ajuda que deram a esta organização, à prima Susana Valente Gomes e sua família mais directa, que muito nos ajudou com a construção da árvore genealógica, assim como aos meus pais, que em muito me elucidaram acerca das nossas raízes familiares. Não foi fácil, confesso. E, como não poderia deixar de ser, à minha esposa por toda a força, amor e dedicação com que me ajudou na organização de todo este evento. 
Queremos deixar igualmente um agradecimento especial à Casa do Povo de Santana de Cambas por tão gentilmente nos terem cedido este espaço para o nosso convívio. Não nos pediram nada em troca, mas gostaríamos de retribuir sob a forma de donativo, a entregar em nome de toda a Família Valente, para uma nobre causa que julgamos ser a construção do Lar para idosos aqui em Santana de Cambas. Pedimos para tal a v/ contribuição, a quem desejar. E até para quem quiser, estão aqui fichas de inscrição de sócio da Casa do Povo, que julgamos ser também uma forma de contribuirmos positivamente em prol da aldeia. 
Confessamos que foi um prazer muito grande contribuir para que este dia se proporcionasse, aqui neste grémio, nesta aldeia, e com esta tão Valente família. Esperamos então que passem um dia memorável na companhia de todos nós, e que este evento se repita assim, todos os anos, em tão grande felicidade. 
Viva a família Valente!"

Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

A árvore genealógica...




... ou "ginecológica", que até teria mais lógica, já vai com 194 (!) pessoas. E isto considerando apenas os nomes que nela estão introduzidos. A verdade é que, sendo a família tão grande, há ainda um número bastante elevado de nomes incompletos ou em branco, por falta de lembrança ou de informação. Mas esperamos no dia 1 de Maio ter o contributo de todos os presentes para a sua actualização. Pedimos portanto que afinem a memória e se preparem para ajudar. É esse o nosso desafio.

PS - Quanto ao nosso encontro, já temos 93 pessoas confirmadas. Que enorme satisfação! Obrigado, e um bem haja a todos.

Saudações,
A Geração Valente

Quarta-feira, 31 de Março de 2010

Que família tão grande!...




... É só o que me ocorre dizer. A um mês que falta para o nosso encontro de família e já temos mais de 80 pessoas confirmadas.
Bem que o nosso desejo mais puro seria conseguirmos chegar ao número redondo de 100 pessoas, e cá para mim até penso que quando o dia 1 de Maio chegar estaremos com certeza bem perto disso. Mas mesmo se assim não for, 80 pessoas já é muito mais do que qualquer um de nós esperava. Fazendo as contas, é só o dobro das pessoas do ano passado, o que nos faz dobrar em orgulho e felicidade. Mas vamos lá esperar até dia 9 de Abril, a data limite para inscrições, para ver quantos seremos de verdade. Falta um mês, mas já está tudo pronto para nos receber. De braços e coração bem abertos.
Saudações,
A Geração Valente


Quinta-feira, 18 de Março de 2010

VI Encontro Família Valente - Programa

(Clique na imagem para ampliar)

Confirma já a tua presença! Contacte-nos para esta ou outras informações.
Saudações,
A Geração Valente.

Segunda-feira, 1 de Março de 2010

E faltam 2 meses!


Em breve apresentaremos mais detalhes sobre o programa.

Saudações,
A Geração Valente

Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

Comemorações do Dia da Mulher 2010


A Junta de Freguesia de Santana de Cambas e o Ayuntamiento de El Granado vão organizar as Comemorações do Dia da Mulher no próximo dia 06 de Março. O Programa inclui uma visita ao Hotel S. Domingos e à Casa do Mineiro, seguida de almoço em Santana de Cambas, com animação musical pela tarde fora.

Fonte: Site da Junta de Freguesia de Santana de Cambas

Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

Festival do Peixe do Rio em Pomarão

Já vai na 8ª edição. Sempre a crescer, em qualidade e em dimensão também.
E também faz crescer a água na boca.


Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Carta aberta


Exmo. Sr. Presidente da Casa do Povo de Santana de Cambas,
Caros associados e membros da Direcção,
Como julgo ser do v/ conhecimento, tem vindo a ser realizado anualmente, desde o ano de 2003, um encontro da família Valente, que reúne todos os familiares e também amigos dessa grande família. Esta ideia surgiu inicialmente com o objectivo de criar, manter e fortalecer os nossos laços familiares e faze-los perdurar além do tempo e da distância, mas cedo se transformou também num claro objectivo de aproximar a nossa família à sua terra-mãe, Santana de Cambas, numa iniciativa que consideramos essencial para preservar um pouco da nossa identidade, da nossa origem e nossas raízes, dos nossos costumes e tradições, que vão passando de pais para filhos e para netos, e que assim julgamos torná-las imunes ao passar do tempo e às constantes mudanças na nossa sociedade global.
Desde o primeiro encontro de família, realizado em Santana de Cambas, temos tentado evoluir com algumas iniciativas no sentido de preservar estes laços e o contacto entre os familiares, bem como a sua ligação a Santana, muito para além de apenas esse dia de convívio. Um claro exemplo disso é o blog que criámos (http://ageracaovalente.blogspot.com), bem como outras iniciativas e actividades ainda por vir, algumas das quais com o intuito de contribuir, directa ou indirectamente, para a vitalidade e desenvolvimento da nossa aldeia.
Neste sentido, e porque para conseguirmos este humilde objectivo consideramos primordial que este encontro se realize, ao contrário dos últimos anos, na “nossa” aldeia Santana de Cambas, vimos assim solicitar formalmente que nos seja disponibilizado, sob a forma de aluguer, o v/ salão de festas da Casa do Povo, vulgarmente denominado de Grémio, para que aí organizemos o nosso próximo encontro, datado para o próximo dia 1 de Maio de 2010.
Em nome da família Valente, e como um dos responsáveis da organização deste evento, solicito assim o vosso apoio e contributo, no sentido de tornarmos realidade este desafio e de continuarmos assim a fazer algo em prol daquilo que mais acreditamos. Ficamos assim ansiosamente a aguardar pela v/ resposta, pelo que deixamos aqui os nossos contactos:
Pedro Martins - 965730736   email: pedromartinz@gmail.com
Ricardo Martins - 963905916 email: rhmartins@somague.pt
Despeço-me com um bem-haja a todos vós, e com uma citação nossa que resume um pouco aquilo que nos define e que acreditamos ter muito em comum com aquela que tem sido a vossa honrosa missão enquanto Casa do Povo:
A nossa mensagem é de união, e é de querer que os laços entre nós se mantenham fortes e se fortaleçam com o passar dos anos. É de amor à terra e à família, amor que nos une do início ao fim da vida. E que venham os mais novos orgulhosos contar as histórias que outrora ouviam de seus pais, de seus tios e seus avós. E venham também os mais tristes sorrir ao ver a felicidade espelhada nos seus rostos de outrora, revisitados agora nos rostos da gente. Venham gerações e gerações, as de hoje e as que hão-de vir, por anos e anos vindouros, percorrer as mesmas ruas e os mesmos passos que hoje damos.

Com um abraço de até breve,
Saudações,
A Geração Valente
Pedro Martins, Ricardo Martins, Luís Martins e Armando Palma.

Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Novo ano...

Olá família!
Ano novo, vida nova, mas ainda a mesma confiança e vontade de dar algo de nós para que tudo de bom nos aconteça. O tempo tem sido pouco para colocar novidades aqui neste nosso espaço. Eu pessoalmente sou daqueles a quem o novo ano trouxe uma nova vida, com algumas mudanças e, sobretudo, muito trabalho. O que é muito bom. Mas de qualquer forma, e como é hábito dizer: "no news, great news!". Ou traduzindo, para os menos novos: se não há novidades então é sinal de que tudo está bem.
Mas até há, de facto, algumas novidades: terminou a votação quanto ao sítio onde se deseja realizar o nosso almoço convívio, e ganhou, sem surpresas, o nosso grémio em Santana de Cambas. Assim seja. Agora é o tempo de arregaçar as mangas e começarmos a tratar dos pormenores para que o desejo se torne realidade.
Apesar de não termos ainda esses pormenores acertados, estamos já no entanto a aceitar confirmações de quem poderá ou não estar presente, para que tenhamos já uma perspectiva de quantas pessoas serão. 
O nosso maior desejo é de que consigamos reunir muitos de nós, na perspectiva de atingir o número de presentes que estiveram no nosso primeiro almoço de há 8 anos atrás... E éramos mais de 120! Agora, neste possível regresso ao grémio, seria um sonho tornado realidade se atingíssemos esse número, ou mais ainda. E porque não? Ah... mas é que são tempos difíceis! - Dirão uns de vós. A verdade é que o sonho alimenta a vida, e é nestes momentos únicos que realmente entendemos o quanto nos sabe bem vivê-la. É para isso que cá estamos. Dia 1 de Maio será, assim esperamos, um desses dias.
Bem, em resumo, podem ir confirmando as vossas presenças, respondendo directamente a esta mensagem, ou mesmo enviando um e-mail para geracaovalente@gmail.com
Cá esperamos a vossa resposta ou qualquer outra coisa que queiram partilhar com a nossa grande família.
Saudações,
Geração Valente.

PS - Aqui desejamos os votos de melhoras para a Maria Teresa Valente, que está hospitalizada em Elvas desde o passado dia 21. Um beijinho muito grande para ela! E um beijo em especial do seu filho, nora e neto. Que recupere depressa!

Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

Feliz Ano Novo!






"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. 
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente"

de Carlos Drummond de Andrade.



Um bom ano de 2010 para todos! Com muita fé e uma esperança renovada, e que em cada ano que passa se fortaleçam ainda mais os laços desta grande família.

Com um abraço,
d' A Geração Valente

Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

É Natal





É Natal! A própria palavra nos enche logo de alegria. Não importa o quanto tememos as pressas, a listas de presentes ainda por comprar ou as felicitações que nos fiquem por fazer. Porque o Natal é alegria, é família. É estarmos juntos! É sentirmo-nos bem próximos, mesmo daqueles que estão longe de nós. E é sentir esse amor como nunca, e viver e partilhar os pequenos momentos que o preenchem: um sorriso, um olhar, um beijo, um abraço, um momento, ou um sentimento. Natal é tempo de recordar o nosso passado, de passar aos mais novos o melhor das tradições. É acreditar. É tempo de darmos mais valor ao que temos no presente e de alimentar o futuro com esta nossa inabalável esperança.
No Natal acabamos por sentir o mesmo calor que sentíamos quando éramos meninos, o tal calor que nos envolve o coração, nos aquece e nos conforta e nos faz reviver e sentir de novo crianças. Felizes. Deixem pois que essa criança que habita nos vossos corações comande também neste Natal as vossas vidas. E já agora... que possa ser sempre assim.
Com os votos sinceros de um Santo e Feliz Natal,
A Geração Valente.

Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

E o tempo passa depressa




Porque hoje é um dia bem especial para ele, recordamos aqui uma das fotos tiradas no primeiro convívio da família. Parabéns ao sexagenário! Que a vida perdure e a viola te acompanhe por muitos mais anos.
Um abraço,
A Geração Valente.

Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Então será mesmo no Grémio?


Já falta menos de um mês para terminar a votação sobre qual o sítio onde deverá ser realizado o nosso próximo convívio. A data já temos (recordamos que será no dia 1 de Maio de 2010) e quanto ao local, segundo a opinião já expressa pela família, o Grémio em Santana de Cambas está em clara vantagem, com mais de 83% dos votos. Mas como até ao recolher dos cestos é vindima, vamos aguardar pelo resultado final da votação para depois tudo fazermos para poder concretizar essa vontade, que será a vontade de todos nós. Ou de quase todos.
Se ainda não o fez, vote ou acompanhe a votação aqui no nosso blog.

Votos de uma boa semana,
A Geração Valente

Do outro mundo (parte 4 - última)



Estava só. O pânico apoderou-se de mim, não sei se pela minha solidão, se por não saber onde estariam os meus três companheiros. À medida que voltava a apoderar-me de mim reparei que estranhamente me doía o corpo, dormente, como se tivera despertado de um coma profundo. Talvez o pânico, talvez. Ou talvez não. A noite continuava escura, e tentei-me guiar pela lua para tentar perceber onde estava. Reconheci as árvores à minha frente. Eram as mesmas, embora as tivesse a ver numa perspectiva diferente. Para lá das árvores reconheci lá ao longe as luzes de Santana. Percebi então que estava na ponta mais distante da floresta, lá no alto do monte, de costas para a ribeira do Chança. Consegui por fim encontrar forças suficientes para começar a girar sobre o meu corpo e a chamar pelos outros, numa angústia profunda e numa vontade tremenda de que isto não passasse de um sonho. Um ruim pesadelo. Mas infelizmente o que nos tinha acontecido era bem real. 
Corri pela orla das árvores, sempre gritando e chamando pelos outros. Caí uma e outra vez com a pressa e o desespero de não ter resposta. Aos poucos fui ouvindo outros gritos, que pensei seriam o eco dos meus, mas a cada passo que dava conseguia enfim distinguir outras vozes, gritando também e chamando por mim. Nos gritos distingui então o meu nome. Alguém me procurava tambem, e suspirei enfim de alívio quando vi ao longe um vulto correndo na minha direcção: era um dos meus companheiros. 
Abraçámo-nos fortemente, como se não nos víssemos há anos, e logo juntámos a nossa voz e nosso esforço para chamar pelos outros. Aos poucos fomos ouvindo então as outras vozes em desespero, e nossos gritos serviam de guia e de orientação para que eles seguissem na nossa direcção. Por fim unimo-nos num abraço repetido, ainda meio anestesiados por toda a situação que vivemos. Estávamos juntos, de novo. 
Não falámos muito desse momento e do que teria acontecido. Apenas rumámos absortos para casa e tentámos dormir, mas para todos foi em vão. Naquela altura não falámos sobre isso com ninguém e, passados todos estes anos, julgo que contámos esta história a meia dúzia de pessoas mais próximas. A verdade é que sempre soubémos que ninguém iria acreditar. 
No instante imediatamente a seguir ao enorme clarão de luz que todos presenciámos, démos conta de que estávamos sós, cada um de nós em cada ponta da floresta. Seria impossível, sabemos, isso ter acontecido devido a factos “normais”. Não nos perderíamos assim uns dos outros, embora a escuridão dessa noite pudesse desorientar-nos um pouco. A verdade é que num momento estávamos bem juntos e no segundo seguinte estávamos separados por uma distância tal que nenhum de nós ouvia o nosso gritar.
Acredito em fenómenos paranormais. Acontecem. Acredito em extraterrestres também, bastando-me a ideia de que se num universo tão grande só houvesse vida na Terra, seria realmente um enorme desperdício de espaço. Mas daí a virem-nos visitar, acho também que seria um enorme desperdício de tempo para eles. No entanto aquela noite marcou a minha vida e mudou a minha forma de encarar o mundo. Este mundo em que vivemos e os outros mundos que sei agora que existem, e que é onde os outros vivem. 

NDR: Tirando alguns pormenores meramente fictícios e que foram colocados apenas para dar consistência a alguns detalhes que já estão um pouco esquecidos, esta história é verdadeira e passou-se em Santana de Cambas, em Agosto de 1993. Os intervenientes desta história, por coincidência ou não, somos nós mesmos, os primos que criaram este espaço da Geração Valente. Continuamos a pensar que ninguém acredita na nossa história, mas a verdade é que os anos vão passando e, como este é um espaço que pretende preservar também as histórias da família, julgámos que seria este o lugar e esta a altura ideal para deixar aqui este nosso legado. Quem sabe um dia alguém acredita?

Com um abraço,
A Geração Valente

Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Do outro mundo (parte 3)




Caminhámos mais uns quantos metros junto ao muro do cemitério e subimos depois por um caminho algo apertado, sito entre o muro e a rocha escavada, deixando para trás a velha calçada e seguindo descontraídos por esse trilho estreito e feito de terra e que logo depois se alarga e nos leva até ao cimo do monte, lá depois de um grande aglomerado de árvores, que em miúdo eu chamava de floresta. Cimo do monte. Era esse afinal o nosso destino. 
O cemitério ficava agora atrás de nós, imponente com a sua quietude e calma imutáveis. À medida que íamos subindo podíamos apreciar de novo a aldeia ao longe, agora à nossa direita, e tive a sensação que nunca me pareceu tão bela como então. Vista dali, àquela hora, Santana de Cambas era um autêntico presépio, com suas luzes difusas espalhadas por toda a aldeia, as suas casas rasas singelas e todas arrumadas umas nas outras subindo ordenadas até à igreja, lá bem no alto, iluminada no topo com luzes de várias cores. 
Seguíamos então lado a lado, agora com um passo mais demorado, continuando distraídos com as nossas conversas de sempre. A lua estava agora diante de nós, misturada entre milhões de estrelas e prestes a perder-se por entre as densas árvores lá no alto. Foi nesse preciso instante que ouvimos… 
- CRRRRRRR… 
Um ruído estridente e metálico atrás de nós, foi tão intenso que demos um salto para o ar despertando do torpor e começámos a correr desalmadamente pelas nossas vidas, só parando bem lá mais à frente, por detrás de um largo sobreiro que usámos como única protecção e abrigo. Estávamos ofegantes e tão confusos e nervosos que olhámos uns para os outros de olhos bem abertos e comecámos a rir, ainda com as mãos nos joelhos e tentando recuperar o fôlego. – Mas que raio foi aquilo?… 
Não compreendendo o que se tinha passado, espreitámos a medo agora lá para baixo, de onde o barulho surgiu. Aquilo que tinhamos ouvido, e que durou uns quantos segundos, foi como se algo enorme e metálico tivesse caído vertiginosamente do céu, lá do outro lado do cemitério, e se aproximasse logo em seguida de nós, aos solavancos, em fúria, trazendo tudo atrás de si. Contudo observámos atentos em redor e nada vimos de suspeito. Não se via vivalma. Tudo à volta do cemitério continuava calmo e silencioso, como se nada se tivesse passado. Nem ruido, nem fumo, nem movimento. Da aldeia ouviam-se agora alguns cães uivando à lua, mas a paz continuava bem presente naquele lugar e em tudo à nossa volta. 
Só dentro de nós a paz não regressou mais. Ao acalmarmos um pouco reparamos que estamos afinal mesmo ao lado da horta do tio, onde se distinguem na noite escura algumas árvores de fruto e lá ao fundo uma pequena casa de arrumos feita em madeira. Pensei na altura que esse seria um bom refúgio para nos abrigarmos. Poderíamos lá esperar escondidos por uns instantes e ver o que se passa. Era um bom plano, talvez. Mas a nedo acabámos por decidir que teríamos de continuar, e de seguir em frente, pois voltar pelo mesmo caminho e passar junto ao cemitério seria arriscado e estava agora completamente fora de hipótese. Não, vamos até lá acima e depois podemos descer o monte pelo outro lado e seguir pelo campo, pela direita, em direcção à aldeia. 
Seguimos então meio calados e meio á pressa pelo monte acima. Lembro-me que ouvia as batidas do meu coração bem fortes, como se o tivesse mesmo junto ao ouvido, e senti que ouvia os outros três corações, batendo em uníssono num ritmo perturbador. Seguíamos bem junto uns dos outros, mudos, o nosso pensamento ocupado, tentando raciocinar em condições e encontrar em nós alguma explicação para o sucedido. Mas não encontrávamos resposta. Era em vão. 
Rapidamente chegamos junto às árvores. Frondosos eucaliptos, altos e muito juntos entre si. O chão sob eles estava repleto de folhas secas que impediam o silêncio dos nossos passos. Decidimos abrandar um pouco, não só para evitar o barulho que causava o nosso andar, como também para recuperar o fôlego e respirar um pouco de alívio. Afinal já tínhamos andado bastante e sentimos que estávamos já longe do local onde “aquilo” se passou. Abrandámos o passo, mas não parámos de andar. As árvores afunilavam agora a nossa marcha e cedo fomos obrigados a seguir em fila, uns atrás dos outros. A lua estava agora mais intensa, brilhante á nossa frente, surgindo nos raros espaços deixados pelo arvoredo. Era como uma película, um filme daqueles em que as várias sequências são intercaladas por múltiplos cortes a fundo preto. 
Íamos tão juntos uns dos outros que de vez em quando pisávamos os calcanhares de quem ía à nossa frente, o que dava motivo suficiente para retomar nosso riso e boa disposição. Estávamos a viver algo irreal, inexplicável. A par disso estávamos cansados e sobretudo incrédulos e apavorados. No entanto era indisfarçável o sentimento incontido de aventura e de máxima adrenalina. Emoções fortes. Aos poucos libertámo-nos do medo e do silêncio que nos prendia e retomámos alguma calma, trocando a espaços alguns risos e palavras. Estávamos agora completamente envoltos pelas árvores e pela escuridão e continuávamos caminhando em fila, rumo ao cimo do monte. Já não falta muito, pensei. De súbito, um enorme clarão surgiu do céu e incidiu sobre nós. Só tive tempo de ver um foco de luz branca sobre as árvores, por cima de nós. E logo se apagou. Tudo se apagou. No segundo seguinte abri os olhos. Olhei então à minha volta e não soube reconhecer onde estava. Só sei que estava só, desprotegido, cheio de medo, no meio do nada. 

(continua…)


Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Do outro mundo (parte 2)


Com nosso andar apressado eis que chegamos junto do cemitério, que nos surge em realce, suspenso, quase como uma aparição. Sempre esteve ali, é certo, mas as suas paredes exteriores reflectem o sol que sobre elas incidiu durante todo o dia, conferindo-lhe agora uma luz suave e ténue, como se uma aura branca e cintilante o envolvesse ainda mais em mistério. A sua porta, gradeada no topo e de ferro e negra como fumo, contrasta agora nitidamente com as altas paredes brancas que a seu lado a sustém, e através dela, sobre as campas e gavetões, distingue-se um ligeiro fogo fátuo, como se de um pó púrpura se tratasse, pairando em desalinho sobre a imensa mansidão do lugar. 
Duvido se sozinho conseguiria ali estar naquele momento. Duvido, embora estivesse habituado a lidar com a morte de uma forma natural. Lembro-me sempre de um tio meu que todas as manhãs por lá passa antes de ir para a horta e vai dizer bom dia aos meus avós e restante família. E com eles fala do tempo, dos filhos quando vêm, do almoço que vai fazer com as couves da horta, enfim… fala por longos e animados minutos como se seus parentes estivessem ainda vivos e ali à sua frente. Habituei-me a ver isso desde miúdo e assim o faço hoje e sempre que os visito. Falo com eles. Lembro-me também de um rapaz de um monte ali perto que, órfão de pai e mãe, vinha todas as noites descendo com sua motorizada até ao cemitério, saltava o muro lá para dentro e passava grande parte do serão com seus pais falecidos. Porque o amor tudo vence. Ou até a história recente de uma velhota que lá ficou fechada por uma noite inteira e surpreendeu um caçador que por lá passou de madrugada e ouviu uma voz lá de dentro a pedir ajuda e com o susto que apanhou já não foi caçar nesse dia. E a velhota ainda é viva. 
Mas claro que a noite tudo transforma e as sombras que ela traz e as histórias que ouvimos ou que vemos no ecrã conferem ao cemitério e às coisas do oculto toda uma envolvência e misticismo que transforma facilmente a minha naturalidade em medo, pânico, ou porque não dizê-lo, terror. 
Mas não estava sozinho. Felizmente não estava só, e pude assim contemplar aquela rara beleza que também existe nos lugares e nas coisas que mais receamos. Ali ficámos por largos momentos junto ao portão, apreciando de relance o interior do cemitério, enquanto puxávamos de mais um cigarro amarrotado do bolso das calças e continuavamos a nossa conversa, que tinha mudado de tema e era agora sobre o hotel de luxo que um dia gostaríamos de construir em Santana, para a família toda viver, com 20 andares e piscina olímpica com vista para o grémio. – Epá, isso é que era! 
Facilmente nos esquecemos assim do barulho perturbador que ouvimos minutos antes, enquanto descíamos para o cemitério. A conversa retomou calmamente, os cigarros apagaram-se no chão e seguimos então deixando o cemitério à nossa esquerda em direcção ao imprevisto. 

(continua…)

Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Do outro mundo




Era uma noite de lua meio cheia e meio apagada por um céu vivo de estrelas que com sua licença lhe tiravam o brilho. Era uma noite já meia noite e dali se observava o meio da aldeia ao longe, com a torre da igreja ainda iluminada desde as festas e mais duas ou três casas ainda despertas de gente. Pouco mais se distinguia do casario além das luzes difusas alumiando em largos espaços as poucas ruas de Santana de Cambas, desde o poço no poente até ao cemitério a nascente, lá bem no fundo de tudo, para lá da aldeia. Soava bem perto o canto vibrante dos grilos e das cigarras nos campos destapados, contrastando com um suave burburinho de gente ainda no adro a essa hora, e que ecoava ondulante e disperso por todo o vale. Para nós era silêncio e calma e contemplação. Era a beleza das coisas simples. Era uma noite de mais um dia quente de Verão. E seria no fim um dia que guardaríamos na memória para todo o sempre.
Éramos miúdos armados em homens, nos seus verdes anos de vida. Éramos quatro miúdos com muito tempo nas mãos e mais imaginação ainda, e lembrámo-nos nesse dia de ir passear pela noite quente, o que não era, aliás, nenhuma ideia primeira. Éramos miúdos mas já muito rodados nessas coisas de caminhar pela noite. Era normal nos dias de festa das povoações em redor fazermo-nos a pé pelos caminhos, cantando e assobiando pelo alto de Santana, seguindo pela margem da estrada para Moreanes ou até pelo campo, quando íamos para as festas dos Bens ou dos Salgueiros, rasgando a roupa pelos arames farpados e chegando aos bailes sempre com ar de maratonistas. Mas íamos a todas. E a pé.
Voltando a essa noite e ao destino do nosso passeio: a ideia dessa vez nem me lembro ao certo de quem ou de onde partiu, mas veio puxada numa nossa conversa de miúdos feitos homens, ali no poço Carvalho, onde passávamos grande parte do tempo das nossas noites na aldeia, e onde estávamos sentados, pouco tempo antes de tudo o que se passou depois. O relógio da igreja marcou a hora com suas doze badaladas e marcou também o compasso ritmado dos nossos corações e o início da nossa caminhada. Tinhamos deixado o poço atrás de nós e a escola mal iluminada estava agora à nossa esquerda, quieta e muda, como quase toda a aldeia. Virámos depois à direita e seguimos junto ao muro que ainda era de pedra, em direcção à travessa do Moleiro, que ainda nem tinha esse nome. Estávamos estranhamente calados, não sei se por falta de conversa ou se por respeito ao silêncio e escuridão que se fazia sentir pelo caminho e nos contagiava a mudez. Uns cães vadios, cheirando-lhes a movimento, vieram ao nosso encontro e acompanharam-nos por dois ou três passos, voltando depois a deitar-se aborrecidos no meio da rua onde estavam. Ainda o silêncio. Chegando à rua grande continuámos pela direita, deixando logo depois o casario e descendo em passo largo até ao cemitério. Ao longe algumas luzes de Espanha picotavam o horizonte entre a bruma e o céu luminoso. Era mais céu do que terra, mais estrelas que candeias. Pedaços de água brilhavam entre os cerros despidos por onde passa a ribeira, e morcegos bailavam em transe sobre as luzes do caminho.
Foi então que, aqui e ali, um ligeiro resfolhar se foi ouvindo pela noite e nos fez sentir que não estávamos ali sozinhos. Sentimos no momento que alguém, ou algo, estava a acompanhar-nos no nosso passeio. Ouviu-se então um ruído ainda mais intenso e perturbador, vindo lá do alto, à nossa esquerda, como se alguma coisa se dirigisse em grande velocidade na nossa direcção. Instantes depois, de novo o silêncio. Absoluto. Nada. Estarrecemos de imediato e, meio assustados, trocámos entre nós um olhar incrédulo. Quem andará aí? Lembro-me que nem sequer comentámos mais nada entre nós. Assim como parámos, logo retomámos nosso andar apressado e também nossa conversa sobre as miúdas giras que estavam no baile do outro dia e também sobre aquela música do Fabião que não nos sai da cabeça. Foi como se não fosse nada. A verdade é que estávamos juntos, unidos por uma verdadeira irmandade de já muitos anos, e isso bastava para nos sentirmos contagiados com a coragem invisível de cada um de nós. Além disso, pensámos para nós mesmos, estamos em Santana, que raios poderá acontecer aqui? Nada. Deste mundo, nada. E estávamos tão certos disso que não demos nenhuma importância aos primeiros sinais do que nos iria acontecer. Acabámos afinal por ter toda a razão: o que nos aconteceu depois não foi mesmo nada deste mundo.

(continua...)

Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Na escola




Hoje em dia tudo é bem mais complicado: a indisciplina, a violência e o insucesso escolar são contantes preocupações para um pai. Encontrar uma escola livre desses males é por vezes uma tarefa bem complicada e, claro, nada disso depois nos é garantido. Claro que não. Os manuais, sebentas e lápis de carvão deram hoje lugar às dezenas de livros que se têm de comprar, com centenas de euros, no início de cada ano (e será que as crianças dão mesmo aquilo tudo nas aulas?), o que nos obriga a uma ginástica orçamental cada vez mais exigente. Com os livros vêm ainda todos os outros gastos com o restante material escolar: os lápis e canetas e lapiseiras e borrachas de mil cores, numas mochilas coloridas com o boneco do momento, mais réguas e esquadros de todos os tamanhos e feitios, cadernos iguais às mochilas, mais agora o Magalhães e todos os seus derivados, e tudo novinho de ano para ano (e sei que me estou a esquecer de muita, mas muita coisa mesmo). Afinal a escola hoje é Conhecimento e Saber, mas também é um grande negócio para muita gente. Menos para os pais, claro.
Veio agora a gripe A, que apesar de tanto alarido, felizmente não é tão grave quanto parece. Ou pelo menos preferimos pensar assim, para passarmos os dias mais tranquilos e não pensar muito nisso e nos outros riscos que as nossas crianças têm nas escolas. Mas que os há, há.
E também os havia antigamente. Mas noutros tempos, a indisciplina era tratada com a palmatória ou castigo menos severo no canto da sala. Um chapéu de orelhas de burro, umas reguadas ou uns puxões de orelhas. Hoje isso é proibido, pois ou é violência ou discriminação. E até que havia violência entre crianças nos recreios, durante o intervalo, mas não era nada destas coisas de wrestlings e kung fu e armas brancas. Nem sequer se podia chamar de violência. No meu tempo, alguns anos depois, era assim. Era mesmo todos à molhada, aos empurrões e à estalada, e no final tudo estava bem de novo, à excepção de uns rasgões nas roupas e no corpo. Bem, e ao chegar a casa é que eram elas… Mas nada de muito grave acontecia.
Insucesso escolar também havia, claro, e muito mais do que hoje. Havia o trabalho no campo ou em casa, haviam as dificuldades que haviam e além do mais a escola não era assim tão importante como é nos dias de hoje. Pelo menos pensava-se assim. Era mais necessário ter algo para comer do que um livro para estudar.
Bem, muita coisa mudou, mas a verdade é que quando penso e imagino uma escola primária, vem-me sempre à lembrança a escola de Santana de Cambas. Porque é linda. Mesmo hoje, algo diferente, com uma vedação a toda a volta, mas remodelada e com melhores condições para as crianças (porque felizmente as há, ao contrário de há uns anos), conserva em si os seus traços de antigamente e traz ainda à lembrança os nosso tempos de criança, e os tempos idos de nossos pais (Olá mãe!). Tudo se conserva ali, como nesta foto que aqui deixamos hoje, no nosso baú de recordações.


Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

O Futebol




Esta manhã, tal como em quase todas as manhãs, reparei que as capas dos jornais enchem-se de um tema que curiosamente ainda não tínhamos falado aqui: o futebol.
O futebol faz parte integrante da nossa sociedade, e é um dos grandes impulsionadores de alegrias, de esperanças, de frustrações e desilusões também, que inconscientemente se trazem para fora das quatro linhas e moldam o nosso humor e temperamento para com os outros no nosso dia a dia. Quem não teve já de aturar um chefe zangado e mal disposto na 2ª feira de manhã, por o seu grande Benfica ter perdido? Ou o colega do lado, apático e triste, por mais um empate do seu Sporting? Ou até mesmo o senhor do café onde costumamos ir, que nos trata mal porque o seu Porto está a passar por uma crise? O que para uns é uma doença, para outros é uma cura, mas a verdade é que só para muito poucos o futebol se torna indiferente.
Ora este pensamento deixou-nos algo curiosos acerca da cor clubística que predomina na nossa família. Será que a maioria anda feliz e contente porque o glorioso Benfica está lá no topo? Ou andará triste, mas com a esperança sempre acesa e a pensar que o seu Sporting ainda lá chega ao topo? Ou andará com o orgulho ferido, pois o seu tetra campeão afinal é uma treta?
Digam de sua justiça, respondendo à sondagem que se encontra disponível aqui no nosso blog.